09.18.08
Posted in Filosóficos at 15:38 de prfuchs
A Elisa avisou vocês sobre a Atividade Processual. Pois bem, ela vai valer 5 pontos. Na verdade eu queria terminar a nossa aula de Sócrates e de Platão antes, mas acho que vai ficar muito apurado se deixarmos para a outra sexta. Como o conteúdo anterior (cultura e ideologia) já foi trabalhado bastante e já terminamos, resolvi fazer a processual relacionada com Sócrates (assunto que estamos trabalhando)… Como não terminamos ainda o tema, acho complicado fazer uma avaliação com o formato de prova, portanto sexta feira faremos uma atividade valendo nota. A atividade abordará o tema que estamos vendo e será mais focada na interpretação de alguns trechos de Apologia à Sócrates e de Criton, ambas obras de Platão. O que vocês podem fazer para facilitar a leitura é dar uma olhada no que fala sobre Sócrates na apostila de vocês. Obs: a prova poderá ser feita em duplas ou equipes de três alunos.
Valeu!
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08.26.08
Posted in Filosóficos at 15:24 de prfuchs
Já vimos o que foi falado sobre cultura e natureza, assim como a crítica à indústria cultural feita por Adorno e Horkheimer. Para a prova não vai cair o que falamos sobre cultura afirmativa (Marcuse), isso porque tal termo não é citado na apostila de vocês. O que eu queria comentar aqui é apenas algumas coisas sobre o tema "cultura e globalização":
Na aula foi levantado questões sobre tal tema. É importante saber que vai cair algo na prova sobre isso e como não há um texto propriamente dito, mas sim reflexões em forma de questões (página 42 da apostila) seria interessante vocês terem uma opinião formada sobre as mesmas.
As questões são:
A globalização vai fazer todo mundo pensar de forma igual em qualquer lugar do mundo?
Não existirão mais diferenças culturais entre os países? As culturas locais vão acabar?
Ser uma pessoa globalizada é falar várias línguas, conhecer o mundo todo, ter morado em diferentes países e estar ligado à internet?
O que caracteriza o mundo globalizado, do ponto de vista tecnológico?
Boa prova… e até sexta-feira…
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08.24.08
Posted in Filosóficos at 22:14 de prfuchs
Nesta segunda parte veremos um resumo da aula sobre Adorno e Horkheimer.
Ao tratar o tema cultura, a apostila de vocês apresenta a Escola de Frankfurt, um grupo de filósofos alemães que se empenhou em criticar, ou melhor, em construir uma teoria crítica da sociedade. Dentre os frankfurtianos a apostila destaca cinco deles: Adorno e Horkheimer, Herbert Marcuse, Jürgen Habermas e Adam Schaff.
Nas aulas, nos focamos nas idéias ou críticas de Adorno e Horkheimer à indústria cultural e na definição de cultura afirmativa da qual se ocupa Marcuse. Isso porque tanto Habermas quanto Adam Schaff não tratam diretamente do tema das nossas aulas. O primeiro fazendo uma crítica ao tecnicismo e o segundo visionando o futuro da humanidade diante dos avanços das ciências exatas.
Sobre a crítica à indústria cultural feita por Adorno e Horkheimer.
A indústria cultural pode ser entendida como a produção de cultura em massa. A princípio poderíamos pensar que ela seria um bem, pois levaria a cultura ao povo. Porém Adorno e Horkheimer a entendem como sendo maléfica. Segundo eles a indústria cultural:
· É um veículo de manipulação das massas.
· Não passa de um negócio.
· Não tem por objetivo promover a cultura e sim torná-la produto e geradora de dinheiro.
· Transformam artes como o cinema e a rádio em produtos de consumo.
· Promove a padronização do produto, assim como a padronização do indivíduo. O ser humano é reduzido, se torna uma cópia de um modelo ditado pela indústria cultural, perde a autonomia.
· Dita o comportamento das pessoas.
· Ilude as pessoas indicando que a felicidade está no consumir.
· Cria o desejo de consumir, mas ao mesmo tempo não permite saciar esse desejo.
Como leitura complementar foi indicado a vocês o texto da página 34: A indústria cultural. Quem não leu procure ler, pois é um texto que dá a oportunidade de identificar as críticas à indústria cultural nas próprias palavras de Adorno.
Qualquer dúvida ou questão postem aqui mesmo ou me mandem um e-mail.
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08.21.08
Posted in Filosóficos at 23:38 de prfuchs
Em primeiro lugar eu gostaria de pedir desculpas pela demora em escrever. Em segundo lugar eu gostaria de pedir desculpas pelos textos que não escrevi (Sartre e Nietzsche). E, por último e não menos importante, gostaria de pedir paciência quanto aos resumos, já que constituem um trabalho “extra-colégio” e muitas vezes se torna difícil tirar um tempo para sentar em frente do computador e escrever.
Dito isto, vamos ao resumo das aulas sobre cultura, que será dividido em três partes.
CULTURA E NATUREZA.
Na primeira aula sobre cultura tratamos do tema “cultura e natureza”, vimos que Bronislaw Malinowski define a cultura como sendo o ambiente natural tornado artificial pelas mãos humanas com a intenção de satisfazer suas necessidades. Nesse sentido podemos afirmar que cultura e natureza possuem uma ligação íntima: a cultura sendo a natureza transformada pelo homem; e a natureza sendo tudo o que não sofreu intervenção humana.
O homem se distingue dos animais, segundo vimos, exatamente por transformar a natureza, ou melhor, por criar para si uma segunda natureza chamada cultura. Enquanto o animal apenas pode agir instintivamente ou através de uma inteligência concreta (no caso de animais como o macaco, o cachorro e o elefante, por exemplo), o homem pode programar sua ação com o que chamamos de inteligência abstrata. Este é o sentido da proposição marxista que afirma que nem mesmo o melhor engenheiro conseguiria construir com tanta perfeição uma colméia de abelhas, mas que o mais comum dos operários é superior às abelhas em um ponto: ele planeja o que faz.
Mas essa noção de cultura como natureza transformada pelo homem nos faz pensar também no homem como aquele que destrói o seu ambiente. Se por um lado a intervenção humana na natureza trouxe melhorias ao seu modo de vida, por outro provocou problemas ambientais sérios. Segundo Berman, o que ocorreu a partir do século XVI foi uma espécie de desencantamento do mundo. O homem que antes se via como parte da natureza, como vimos com os celtas e com o poema de Fernando Pessoa, a partir daí tornou-se algo distante da mesma. O homem se torna, segundo os ditames do antropocentrismo, centro do universo, e a natureza mero objeto em suas mãos. O que Berman propõem então em seu livro The reenchantment of the world é um reencantamento do mundo, onde a natureza e o homem sejam integrados.
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06.01.08
Posted in Filosóficos at 16:01 de prfuchs
No livro de vocês, Descartes e Espinosa aparecem ligados à escola filosófica denominada racionalismo, enquanto Locke representa o empirismo. Depois disso temos uma escola filosófica denominada no livro de vocês de marxismo, doutrina fundada por Karl Marx (1818 – 1883).
Marx era um filósofo materialista, ou seja, acreditava que o fundamento de tudo era a matéria, ao contrário de Hegel, filósofo muito lido por Marx, que afirmava que o fundamento de toda a realidade era o espírito.
Marx, ao responder a questão de se é possível definir a lei do desenvolvimento da história, afirma que o motor do desenvolvimento histórico reside nas condições materiais e não nas idéias. O filósofo alemão funda assim o que chamamos de materialismo histórico. Pois é a matéria que serve como fundamento da história. Além do materialismo histórico, Marx também funda o materialismo dialético, segundo o qual a luta dos contrários (dialética) é a causa de todas as mudanças do mundo.
As principais idéias marxistas que destas teorias emergem são:
a) A luta de classes é o motor da história.
b) As mudanças fundamentais da história são as mudanças no modo de produção.
c) O capitalismo é uma forma de exploração do homem.
d) A luta de classes é inseparável do capitalismo.
e) Os problemas do sistema capitalistas só serão resolvidos pela socialização dos meios de produção, pela eliminação da classe burguesa pelas mãos dos proletários (através da revolução), pela substituição do capitalismo pelo socialismo.
f) Existem duas fazes no desenvolvimento da sociedade baseada no meio de produção coletivo: o socialismo e o comunismo.
Este é apenas um resumo sobre a teoria marxista. Qualquer questão me postem aqui mesmo.
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05.31.08
Posted in Filosóficos at 15:43 de prfuchs
Descartes, como já vimos, sustentava a idéia de que existem duas substâncias, res cogitans (coisa pensante) e res extensa (coisa extensa). Antes disso Aristóteles havia pensado que existe um numero de substância igual ou maior ao numero de seres existentes. O que Espinosa faz é rejeitar a idéia cartesiana e afirmar a existência de uma única substância. Substância segundo a definição clássica é aquilo que não precisa de nada para existir. Assim Espinosa conclui que só há uma substância e que ela deve ser Deus.
A matéria e o espírito (ou se quisermos, a res cogitans e a res extensa) não devem ser considerados substâncias, mas somente atributos ou manifestações desta substância única. Além disso, Espinosa diz que a substância é livre porque age somente sob o impulso da necessidade da sua natureza, assim também é a liberdade em geral, somos livres se agimos conforme certa necessidade interna. Espinosa une deste modo o conceito de livre e necessário no conceito de liberdade (sou livre porque ajo de acordo com minhas necessidades). E ser feliz para ele é possuir essa liberdade da qual ele fala.
Por ultimo só quero comentar que Espinosa é considerado um dos principais representantes da idéia de imanência. Tal idéia afirma que o significado do mundo está no mundo mesmo e não fora dele (transcendente). Deus, a substância única, portanto é imanente ao mundo, é o próprio mundo.
Qualquer questão é só postarem em "comentários". Valeu!
Valeu! Qualquer questão postem aqui mesmo.
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Posted in Filosóficos at 15:38 de prfuchs
Pessoal, até que enfim estou postando o resumo da aula sobre Locke. Estudem!!!
O filósofo inglês John Locke está fortemente ligado a política, como vocês podem observar no livro de vocês. O ponto principal desta ligação é o fato de Locke ser um dos principais teóricos do liberalismo.
O liberalismo é uma teoria política defendida por Locke em oposição ao absolutismo de Hobbes. Tal liberalismo também se tornou o fundamento da democracia moderna. Os princípios do liberalismo são:
1. O contrato social é estipulado não somente entre os cidadãos e para os cidadãos (teoria defendida pelo filósofo Hobbes, que também defendia o absolutismo), mas também entre os cidadãos e o Estado (que também faz parte do contrato social).
2. O Estado deve garantir os direitos fundamentais do indivíduo: liberdade e propriedade privada (direitos já presentes no estado de natureza do homem pré-social).
3. O Estado não está acima da lei, sendo obrigado a observá-la.
4. O cidadão reserva-se o direito de rebelião, quando o Estado tenta lesar um dos direitos do indivíduo.
Assim se observa algumas idéias centrais do pensamento do Locke: o direito natural como fundamento para o funcionamento do Estado; a liberdade como direito natural do homem; a refuta ao absolutismo, já que o Estado também participa do contrato social e os cidadãos possuem o direito de se rebelar contra o mesmo.
Além disso, é interessante lembrarmos que Locke não se limitou apenas ao campo teórico, sendo que participou da segunda revolução inglesa, que terminou em 1689 com a substituição de Guilherme de Orange do trono e a instauração de um regime liberal, o qual ele defendia.
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05.11.08
Posted in Literários at 23:44 de prfuchs
Estou postanto algo sobre a origem de Lingól, o protagonista de uma de minhas histórias que ocorrem em Galgatar. Provavelmente vou postar capítulos soltos, sem ordem cronológica, mas com total ligação entre os acontecimentos. Esperem que gostem. Obs: leiam antes "as primeiras criações de Galgar", nesse blog mesmo.
O nascimento e a infância de Lingól.
“Ele não chorou quando saiu do ventre de sua mãe. Demonstrava, desde o inicio, ser de espírito forte! Ou frio!” (Umbalau, curandeira do Reino de Tainar. Ao relembrar o nascimento de Lingól).
Lingól, filho único de Lindara e Cifar, nasceu em um inverno após o ano da Inundação. Um ano após Nur, o Senhor das Águas, ter derramado sua ira sobre Galgatar, pois estava descontente com os pescadores e caçadores do mar, principalmente com Boldar, o deus da caça.
Era uma época difícil, pois os rios e lagos estavam mais profundos e frios que outrora, e ocupavam lugares que antes não ocupavam. Todos os homens evitavam chegar perto das águas temendo a ira de Nur. O povo de Tainar receava não conseguir sobreviver somente da caça terrestre e, no entanto, temia adentrar nos rios para pescar.
Em meio a certo temor por sobrevivência, sentido pelos homens, e sob a ira de Nur, foi então que Lingól nasceu. Quem o ajudou a sair do ventre de sua mãe foi Umbalau, parente de seu pai e curandeira de Tainar. Ele nasceu sem chorar, e seu pai então se orgulhou, pois já via nele a força e a coragem de sua descendência. Então foi lhe dado o nome de Bain Lingól, que quer dizer filho forte.
Seu pai era Bain Cifar, descendente de Galmir, aquele que matou Kin, o mais veloz dos Dragões Venós, e derrotou Kitaro, o rei sob as montanhas. Do seu antepassado Cifar herdou o espírito forte e o coração bondoso, assim como a destreza não encontrada em nenhuma outra raça de Galgatar, a não ser nos Venós. À Lingól transmitiu o sangue e os atributos de sua família, nascendo ele forte de espírito, de coração bom e grande destreza. Mas sua mãe era Lindara, filha de Janor, aquele que roubou a semente de Trum do Santuário de Nayara, fazendo povos inteiros perecerem (pois a terra durante um ano não deu frutos, conforme determinou a Senhora da Terra como castigo aos homens). E Lingól herdou também a astúcia de Janor, assim como sua ganância e espírito gélido.
Os primeiros anos da vida do filho de Cifar transcorreram tranqüilos, graças à força e habilidades de seu pai. E, embora o povo de Tainar sofresse cada vez mais devido à falta que sentiam da pesca e do fato de serem em sua maioria má caçadores, Lingól foi bem alimentado, pois seu pai era grande caçador e não lhe deixava passar fome.
Assim que adquiriu equilíbrio e aprendeu a andar, em suas mãos foi posto uma arma. Com seu pai Lingól aprendeu, antes mesmo dos seus oito anos, a manejar uma espada e atirar com o arco. E logo cedo demonstrava grande destreza, fosse correndo, montando, lutando ou caçando. Seu pai o ensinou a nadar e a não temer as águas de Nur, pois dizia que ao Senhor das Águas nada fizeram os filhos de Galmir e, portanto, não tinham a sua ira. Assim foi que Lingól se tornou um grande nadador.
Cifar também ensinou a Lingól como deveria agir um homem da descendência de Galmir, e como não o deveria. Mas aos poucos se percebia que o sangue de Janor também fazia parte de Lingól. E este era frio com alguns, e utilizava sua destreza para coisas que não era típico da família de seu pai, mas sim da família de sua mãe Lindara.
Também sua mãe lhe ensinou algo. Com o tempo a palavra Lingól aprendeu a manejar como uma espada, e a joga - lá com cuidado e precisão, como fazia com as flechas de seu arco. Aprendeu desde cedo a lidar com as pessoas, a conseguir respostas, convencer, inspirar; enfim, aprendeu o poder que tinha a palavra entre os homens, e a utilizá-la a seu favor. Mas Cifar lhe dizia para ter cuidado ao pronunciá-la, pois poderia ferir os outros com ela, e que devia honrá-la, não falando o que não fosse verdade e cumprindo suas promessas.
Então, ao fim de sua infância, Lingól era possuidor de qualidades enormes, algumas maravilhosas como o amanhecer de uma primavera, mas outras tão perigosas como o anoitecer em um inverno nos ermos.
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Posted in Filosóficos at 23:36 de prfuchs
Assim como Descartes, Locke aparece no livro de vocês ligado a uma escola filosófica: o empirismo (corrente filosófica que vê na experiência a única fonte de conhecimento). Nesse artigo tratarei apenas da teoria do conhecimento de Locke, deixando de lado a sua teoria política, que nem por isso é menos importante.
Descartes havia afirmado a existência de idéias inatas (que desde sempre se encontram em nossa mente) e a partir delas derivado a existência do mundo material (res extensa). O que Locke faz é polemizar com Descartes, demonstrando com argumentos extraídos da experiência que não existem idéias inatas.
Descartes havia afirmado a idéia de Deus perfeito como uma idéia inata, porém Locke observa a não existência dessa idéia em diversos povos antigos, assim como uma formação da idéia de Deus imperfeito e maligno em outros. Resumindo, se as idéias inatas existissem, não haveria como alguns povos as desconhecerem ou nascerem sem elas. E conhecimentos matemáticos deveriam nascer com as crianças, já que são considerados, por Descartes, inatos.
Segundo Locke, portanto, não existem idéias inatas, não havendo idéias que não tenham sua origem na experiência. Qualquer idéia tem sua origem ou na sensação ou na reflexão. A primeira fazendo surgir as idéias simples e a segunda as idéias complexas. Além disso, Locke divide as qualidades dos objetos em primárias e secundárias: as primarias seriam as qualidades que existem por si mesmas no objeto, como a forma e a textura; as secundárias seriam as qualidades do objeto que dependem do sujeito, como o sabor e a cor. A importância de Locke nesse ponto é a de inaugurar a idéia de que existem qualidades no objeto que existem por si mesmas (reais) e outros que existem como dependentes do sujeito (ideais), o que dará inicio a discussões posteriores.
Quaisquer dúvidas postem aqui mesmo ou mandem um e-mail.
Valeu e termino com um poema de Fernando Pessoa.
Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.
Capítulo XL de O Guardador de Rebanhos.
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04.19.08
Posted in Filosóficos at 18:17 de prfuchs
Como o tema que estamos trabalhando atualmente é “Escolas Filosóficas”, Descartes, assim como os outros filósofos que iremos estudar, necessariamente aparece no livro de vocês como o principal representante do racionalismo (corrente filosófica que afirma a razão como a via de acesso ao conhecimento). O que se segue é uma pequena síntese sobre Descartes e sua filosofia, desconsiderando aspectos biográficos.
O objetivo principal de Descartes era criar um método para raciocinar corretamente, um método que evitasse o erro e proporcionasse um conhecimento indubitavelmente certo e verdadeiro.
Ele estabelece a dúvida como método para tal tento: duvida do que lhes chega pelos sentidos, tem dúvida acerca de seu estado de vigília, duvidando até mesmo da matemática e das formas geométricas.
À medida que duvida, porém, descobre que mantém a capacidade de pensar, sem a qual não poderia estar duvidando das coisas. Com isso estabelece a primeira verdade que não pode ser colocada em dúvida: cogito ergo sum (penso logo sou), existo como ser pensante (res cogitans).
A partir desta primeira verdade, que segundo Descartes é correta por ser dada pelo espírito a ele mesmo (e não pela experiência), ele diferencia dois tipos de idéias: as claras e distintas; e as duvidosas. As claras e distintas (como o cogito) provêm da própria mente e são inatas (já estão desde sempre em nosso espírito, ou mente, usando o termo que Locke usará depois). As idéias duvidosas são as que provêm dos sentidos.
Cabe apenas uma última observação. Descartes diz que entre as idéias inatas está a de Deus perfeito, idéia que não pode ser tirada da experiência e é dada ao espírito por ele mesmo. É essa idéia que garantirá a existência do mundo material, da res extensa (coisa extença), existência não garantida pelos sentidos. Segundo Descartes, para Deus ser perfeito (o que nos diz a idéia inata) Ele deve existir. Se Ele é perfeito Ele não nos engana. Então se Ele nos faz ver o mundo exterior é porque este mundo existe tal e qual como se apresenta a nós pelos sentidos. Assim garantimos a existência do mundo exterior a partir das verdades claras e distintas (e inatas), através da razão.
É isso aí! Desculpem se me alonguei na explicação. Peço apenas para vocês destacarem no texto do livro de vocês os cinco primeiros tópicos da parte intitulada “Doutrinas Principais”.
Valeu e quaisquer dúvidas postem aqui mesmo, em comentários, que eu dou um jeito de responder.
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